Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

De volta, Cássio defende soberania corintiana contra Fernando Prass

William Correia e Helder Júnior São Paulo (SP)

A última atuação de Cássio foi histórica, tornando-se ídolo do Corinthians com grandes defesas na vitória por 1 a 0 na final do Mundial de Clubes, contra o Chelsea. Dois meses depois de ser campeão e considerado o melhor jogador do torneio no Japão, o goleiro voltará a atuar exatamente diante do maior rival, o Palmeiras, que tem um colega de posição acostumado a sofrer quando encontra a equipe do Parque São Jorge.

Dias antes de Cássio se consagrar, Fernando Prass se apresentou no Palmeiras respirando fundo ao falar do Corinthians. Em quatro anos no Vasco, ele não conseguiu vencer nenhum confronto diante do time alvinegro e ainda foi eliminado nas semifinais da Copa do Brasil de 2009 e nas quartas de final da Libertadores do ano passado, além de ter amargado o vice-campeonato brasileiro em 2011 perante à festa corintiana.

Arte GE.Net
“O Corinthians foi uma pedra no sapato”, definiu Prass, que, de 2009 para cá, tem seis empates e quatro derrotas diante do adversário. Os dois jogos mais marcantes tiraram o Vasco da Libertadores de 2012. “Em São Januário, tivemos um gol anulado por um dedão do Alecsandro e, em São Paulo, foram lances emblemáticos, como o do Diego Souza”, lembrou, citando um gol anulado por impedimento na casa vascaína, e, no Pacaembu, outro perdido.

Aquele chute de Diego Souza defendido com as pontas dos dedos por Cássio foi um dos primeiros lances em que o goleiro corintiano chamou a atenção. E ele só virou titular, curiosamente, porque a Ponte Preta então comandada por Gilson Kleina, hoje à frente do Palmeiras, eliminou o Corinthians nas quartas de final do último Paulista, aproveitando-se de falhas do prata da casa Julio Cesar.

Gazeta Press
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           JEJUM PALMEIRENSE

O momento é desfavorável para o Palmeiras no histórico recente de confrontos com o Corinthians. O time alvinegro venceu os últimos três jogos que disputou contra o alviverde (por 2 a 0, 2 a 1 e 2 a 1) e empatou sem gols um quarto. A última vitória palmeirense ocorreu em 28 de agosto de 2011, por 2 a 1, em Presidente Prudente.

No Pacaembu, o jejum do Palmeiras no Derby é ainda maior. O clube do Palestra Itália não ganha do seu maior rival no estádio municipal desde 17 de setembro de 1995, quando anotou 2 a 0, gols do zagueiro Antônio Carlos e do atacante Müller (foto).

O Corinthians leva vantagem no retrospecto total de clássicos com o Palmeiras disputados no Pacaembu. São 56 vitórias, 40 empates e 43 derrotas, com 203 gols marcados e 201 sofridos.

Em compensação, o Palmeiras ainda é melhor na contagem geral dos Derbys. O time que será visitante neste domingo ostenta 121 vitórias e 102 empates, contra 119 resultados positivos dos corintianos. Marcou 490 gols e sofreu 456.

Agora, Cássio participa de seu segundo Derby – venceu por 2 a 0 no returno do último Brasileiro. E assume o posto que era ocupado por Danilo Fernandes após suas dores no ombro esquerdo se tornarem suportáveis. “Demorei um pouco a definir a escalação porque precisava conversar com o Cássio. Ele me disse que está bem. Resta adquirir ritmo, mas a própria sequência de jogos dará uma condição melhor para ele. Vai para o jogo”, avisou Tite.

É a chance de o novo ídolo reencontrar a torcida no Pacaembu. No último fim de semana, porém, Cássio já sentiu mais de perto a admiração dos corintianos ao ser destaque de um carro alegórico da Gaviões da Fiel no Carnaval, vestindo uma camiseta da organizada, e ainda ver a Mancha Verde, ligada à principal uniformizada do Palmeiras, ser rebaixada para a divisão de acesso.

“Olha, não sei o que falar. Minha escola não caiu, então estou satisfeito. Foi legal, uma experiência nova, a energia das pessoas na avenida me deixou muito feliz. Infelizmente, (a Mancha) caiu, vai fazer o quê?”, afirmou o camisa 12, desconcertado, mas ciente do peso de iniciar 2013 com uma vitória.

“É sempre bom ganhar clássico. É um campeonato à parte, que dá moral. Quando você perde, tem pressão maior no jogo seguinte. Vamos tentar fazer um grande jogo no domingo para ir em alta para a nossa primeira partida na Libertadores”, concluiu Cássio.

Fernando Prass já foi bem em sua aparição como palmeirense na rodada inicial da Libertadores. Um dos líderes do elenco comandado por Gilson Kleina, o ex-vascaíno sabe que pode conquistar definitivamente a torcida com uma grande atuação em um jogo importante, como Cássio fez diante do Vasco. E como o goleiro do Palmeiras pretende fazer no primeiro Derby de sua carreira.

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