O diretor Raul Corrêa da Silva apresentou nesta quinta-feira o desempenho financeiro do Corinthians em 2012. Ele exibiu orgulhoso a evolução nas receitas desde que o grupo de Andrés Sanchez assumiu o comando do clube, agora presidido por Mário Gobbi. Dos R$ 134,3 milhões obtidos em 2007 aos R$ 358,5 milhões do ano passado, houve um salto de 167%.
O dirigente fez questão de apontar que diminuiu consideravelmente a importância da venda de jogadores. Desconsiderando-se essa fonte, o crescimento das receitas é ainda mais significativo: de R$ 62,9 milhões a R$ 324,7 milhões, o equivalente a 416%.
A projeção, no entanto, é que entre menos dinheiro no clube em 2013. O conservador orçamento aponta R$ 238,8 milhões – a título de comparação, no ano passado, orçamento previa R$ 221,4 milhões –, mas o fato é que dificilmente as receitas repetirão 2012. Os portões fechados por na Copa Libertadores por punição imposta pela Conmebol não ajudam.
O presidente não chegou nem perto disso. Andrés entregou o Timão a Mário Gobbi com uma dívida de R$ 178,5 milhões, reduzida a R$ 177,1 ao fim de 2012. O plano ainda é pagar tudo, mas não há pressa para isso, pois o clube não pode parar de investir.
“Futebol é gol. Um time como o Corinthians precisa sempre estar entre os quatro primeiros, disputando títulos. E precisa de investimento para ter uma equipe competitiva. Com resultado, você tem bilheteria, patrocínio. Investimos bastante no centro de treinamento. Em qualquer empresa, para crescer, você precisa investir”, justificou Corrêa.
A dívida realmente é administrável. O desesperador 2007, ano que marcou o rebaixamento da equipe à Série B do Campeonato Brasileiro, foi fechado com dívida de R$ 101,5 milhões e receita de R$ 134,3 milhões. Em 2012, a margem observada foi bem mais segura: R$ 177,1 milhões de dívida e R$ 358,5 milhões de receita.
