Futebol/Campeonato Paulista - ( )

Mesmo sem "papo reto", presidente atesta que Valdivia mudou atitude

William Correia São Paulo (SP)

Uma das primeiras promessas de Paulo Nobre como presidente do Palmeiras foi ter um “papo reto” com Valdivia para saber se sua intenção era continuar no clube. Mas o dirigente, há duas semanas no cargo, alega que nem precisou cumprir o que disse. No convívio mais próximo e vendo os jogos, já viu mudança no chileno.

“Não tive o papo com o Valdivia, mesmo porque a atitude do jogador é completamente outra em relação ao ano passado”, comentou o dirigente, que iniciou seu mandato sob questionamentos em relação à vontade do camisa 10 em se empenhar pelo Verdão.

O Mago deu razão às dúvidas, já que iniciou o ano multado por se apresentar com quatro dias de atraso após as férias – alegou que precisou terminar um trabalho de 20 dias em uma clínica de Santiago. Mas só foi desfalque na estreia, enquanto se recuperava de lesão no tornozelo esquerdo gerada por carrinho de Henrique em treinamento.

Desde seu primeiro treino no clube em 2013, Valdivia sempre disse que jogaria neste ano por si e pela seleção, atendendo ao pedido do técnico do Chile para ficar no Verdão até dezembro. E parece um consenso na diretoria de que este pensamento pode fazer o meia, que já nem discursa mais para a torcida, enfim ser útil e atuar com mais frequência.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Meia chegou atrasado das férias e disse que jogaria neste ano só por ele e pela seleção: diretoria tem gostado
“Vejo muito jogador comprometido, cara com vontade de vencer no Palmeiras”, falou Nobre, mais presente na Academia de Futebol do que o antecessor Arnaldo Tirone, que não falou com Valdivia ainda neste ano. “Em toda oportunidade que tenho, me mantenho próximo ao grupo. Estou muito atento a tudo que acontece. O dia a dia deixo para profissionais que falam a mesma língua, mas estou sempre próximo.”

Com essa postura, a ideia é minimizar os efeitos do rebaixamento no Brasileiro do ano passado. “É natural um time oscilar no início da temporada. O time precisa trabalhar muito internamente para confiar nele mesmo. A confiança da diretoria eles têm, porque já passei, mas eles precisam confiar neles mesmos”, apontou Nobre.

“Vejo o Palmeiras traumatizado com a queda do ano passado, e a base do time agora é a do ano passado. O Palmeiras vai bem, aí acontece alguma coisa e dá um flashback. Eles precisam entender que iniciou um novo trabalho, um novo campeonato. E vamos pegar a parte positiva: é a base campeã da Copa do Brasil”, ressaltou o presidente.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade