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Direção tricolor aprova mudança no Brasileiro, mas atacante lamenta

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O São Paulo foi um dos clubes que votaram a favor do fim dos clássicos na última rodada do próximo Campeonato Brasileiro. A medida de abolir os confrontos entre rivais no encerramento da competição foi anunciada pela CBF na segunda-feira, depois de uma reunião com os participantes da Série A.

O vice-presidente de futebol do Tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, gostou da mudança no Nacional, apesar de o atacante Luis Fabiano ter se mostrado preocupado com a alteração.

“Somos favoráveis aos pontos corridos, mas, para dar certo, os atrativos têm de ser diluídos ao longo do campeonato. Caso contrário, era ruim para patrocinadores, TV e clubes”, defendeu o dirigente.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Luis Fabiano não gostou de saber que a CBF não colocará mais clássicos nas rodadas finais
Luis Fabiano, por sua vez, acredita que o fim dos clássicos nas rodadas finais pode gerar novamente polêmicas envolvendo rivais, já que um poderia acusar o outro de fazer ‘corpo mole’.

“Eu não esperava que essa mudança acontecesse, porque acho que foi legal no ano passado. Infelizmente, o Fluminense já era campeão na última rodada, mas havia equipes brigando por Libertadores, para não cair... Agora mudaram e espero que este ano não tenha papelão de time entregando, de goleiro que não pula em pênalti...”, alfinetou.

Em 2009, são-paulinos reclamaram pelo então goleiro corintiano Felipe não ter pulado para tentar defender pênalti de Léo Moura, do Flamengo. Na época, o Rubro-negro disputava o título com o Tricolor e venceu o Corinthians por 2 a 0.

Já no ano seguinte, São Paulo e Palmeiras perderam na reta final para o Fluminense, que lutava pelo troféu nacional com o Timão. Na época, os alvinegros reclamaram dos rivais, principalmente do Verdão. No entanto, Jesus Lopes defende que isso não pode servir como desculpa para acumular os clássicos no fim.

“Se há algum tipo de distorção, tem de ser autuado quem saiu da regra. Esta desculpa que se dava não nos agradava. Os responsáveis têm de tomar providência para que isso não aconteça”, argumentou o dirigente.

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