Tênis/Aberto do Brasil - ( - Atualizado )

Mello perde de argentino na estreia em SP e encerra a carreira

São Paulo (SP)

O brasileiro Ricardo Mello encerrou a carreira na tarde desta segunda-feira. O argentino Martin Alund aposentou o adversário de 32 anos ao vencer com um duplo 6/4 na primeira rodada do Aberto do Brasil. Em seguida, ele foi homenageado pela organização do evento.

Mello chegou a ter seis chances para quebrar o saque do adversário, das quais aproveitou apenas uma. Alund, por sua vez, converteu três das sete oportunidades. Na próxima rodada do torneio, o argentino enfrenta o francês Jeremy Chardy, cabeça de chave número 4.

Assim que o jogo terminou, Mello cumprimentou Alund na rede normalmente e se dirigiu ao banco. O brasileiro recebeu uma placa da organização e em seguida, emocionado, observou imagens da própria trajetória em um telão dentro da quadra.

"É difícil expressar em poucas palavras o que vivi nesses anos. Foi uma experiência de vida incrível e ganhei muito com o tênis. Tive a oportunidade de conhecer o mundo e de conhecer pessoas maravilhosas. São coisas que vou levar para o resto da vida”, disse Mello ao microfone, antes de agradecer sua família.

Divulgação
O brasileiro Ricardo Mello encerrou sua carreira como tenista profissional ao perder de Martin Alund em São Paulo
Então com 15 anos, o brasileiro iniciou a carreira ao perder de Gustavo Kuerten em um challenger disputado em Campinas, sua cidade natal, em 1996. Dono de 15 challengers, um a menos que o recordista mundial, o japonês Takao Suzuki, ele é um dos sete brasileiros com títulos da ATP, já que triunfou em Delray Beach-2004.

Ricardo Mello alcançou a 50ª posição do ranking mundial em 2005 – apenas 10 brasileiros foram mais longe -, mas, atrapalhado pelas seguidas comparações com Guga, perdeu terreno desde então. Na lista histórica de premiação entre os tenistas nacionais, ele ocupa a sexta colocação.

Aposentado, Mello ainda não definiu exatamente o que fazer, mas manifesta o desejo de permanecer ligado ao tênis. Além de se dedicar ao Instituto que leva seu nome em Campinas, ele cogita a possibilidade de trabalhar como treinador ou em algum projeto ligado à Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

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