Futebol/Copa 2014 - ( )

Jogadores do Brasil se revoltam com violência contra Neymar na Copa

Helder Júnior, enviado especial Fortaleza (CE)

Antes mesmo de descobrirem a gravidade da contusão de Neymar, os seus companheiros de Seleção Brasileira já desabafavam contra a violência que o atacante sofreu ao longo da Copa do Mundo. O golpe fatal foi a joelhada do colombiano Zúñiga, que provocou uma fratura na terceira vértebra lombar do atacante e o tirou do torneio de forma prematura.

“O Neymar vem apanhando desde o começo da Copa. E ninguém faz nada!”, revoltou-se o lateral direito Maicon, que ganhou a vaga de Daniel Alves na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, com Zúñiga como antagonista. “O cara deu uma porrada e nem tomou cartão, enquanto o Thiago Silva foi punido por passar na frente do goleiro. É complicado! Foi uma pancada do caramba, que levou o moleque para o hospital. Temos que estudar melhor isso aí”, cobrou.

Apesar de mais exaltado do que os demais, Maicon não estava sozinho em sua irritação. Ao contrário. Todos os jogadores do Brasil manifestaram inconformismo com o que ocorreu no Castelão, na sexta-feira. “Isso é muito triste. O Brasil está sendo bastante prejudicado, e ninguém fala nada”, lamentou o atacante Hulk.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Companheiros de Neymar ficaram inconformados com a falta que tirou o astro da Copa do Mundo
O meia Oscar também concentrou a sua crítica no árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo, conivente com as jogadas mais ríspidas de colombianos e brasileiros na partida do Castelão. “O Neymar tomou uma joelhada, e o juiz nem amarelo deu. Aí, o Thiago Silva leva cartão na hora por ficar na frente do goleiro... A gente fica triste, até porque o Neymar é um dos nossos principais jogadores”, comentou.

Sem Neymar, o técnico Luiz Felipe Scolari poderá oferecer a Oscar um novo parceiro de meio-campo na semifinal contra a Alemanha, na tarde de terça-feira, no Mineirão. Willian, também jogador do inglês Chelsea, disputa com Bernard a chance de ganhar uma vaga na equipe. Outra opção é reforçar o poder de marcação com um jogador como Paulinho ou Ramires.

Seja como for, os atletas do Brasil ainda saudáveis tentaram não perder a confiança. “Todo o mundo sabe que o Neymar é um craque, um gênio, mas a maior força da Seleção é o coletivo. Quem entrar vai ajudar bastante para, se Deus quiser, seguirmos em frente”, esperançou-se Hulk. “Futebol é assim mesmo. Temos outros jogadores para entrar”, concordou Oscar.