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Base sólida

Barbosa prepara caminho para os desafios de 2002

foto Divulgação
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Barbosa: principal preocupação é assegurar uma renovação constante na seleção adulta

Por Marta Teixeira

A temporada das seleções brasileiras femininas adulta, sub-20 e juvenil já está traçada e para o técnico Antônio Carlos Barbosa, responsável pelos três grupos, o trabalho começa cedo. Com a agenda cheia de compromissos internacionais importantes, Barbosa mantém a diretriz básica que desenvolve com as seleções há cinco anos. Sua principal preocupação é assegurar uma renovação constante no grupo, que permita à seleção adulta estar sempre entre as quatro primeiras nos torneios internacionais. A técnica tem dado resultado.

Em seus quase 15 anos com a seleção, Barbosa foi responsável pelo lançamento de várias jogadoras, que marcaram sua passagem pelos grupos com resultados importantes. As primeiras grandes apostam foram, sem dúvida, a rainha Hortência (17 anos), Magic Paula (14) e a pivô Marta (16). O trio foi convocado pela primeira vez para a seleção por ele no Sul-americano juvenil de 76, no Paraguai. Dois anos depois, elas já davam o que falar com o título do Pan-americano juvenil, no Peru.

Barbosa ficou oito anos com a seleção nesta primeira fase - de 1976 a 84. Em 96 voltou para a seleção, mas teve que enfrentar um grande desafio nesta época. "Peguei o grupo em um momento difícil com a saída de Hortência e Paula", recorda. Ao mesmo tempo, Ásia e Europa revigoravam seu basquete feminino e os Estados Unidos davam os primeiros passos na criação da WNBA. "Isto mudou completamente o panorama do basquete por lá, porque até então as norte-americanas terminavam a universidade e iam jogar no exterior", ressalta. A solução foi apostar pesado na renovação por aqui.

Na provável equipe que representará o Brasil no Mundial da China - de 15 a 26 de setembro - estão quatro gerações de talentos, muitos que estrearam na seleção sob o comando de Barbosa. Janeth, Helen e Adriana Santos formam o tripé mais experiente, que fez a transição da geração Hortência/Paula para a nova fase. Alessandra, Silvinha, Cíntia Tuiú e Claudinha, que estrearam a camisa brasileira sob a batuta de Barbosa, formam o segundo grupo. Kelly e Adrianinha vieram logo em seguida e na novíssima safra despontam as revelações Érika e Iziane.

"O Brasil está em uma situação muito boa", afirma Barbosa. "Conseguimos fazer uma boa renovação na última Olimpíada e no Mundial e mesmo assim pemanecemos entre os líderes", analisa o técnico. "Acredito que quando você se mantém entre os melhores é porque está perto do melhor", conclui.

O acaso não entra no vocabulário de Barbosa quando analisa a trajetória feita pelas meninas do Brasil desde 76. "Aquele era o momento de iniciar um trabalho. Tivemos um tempo sem conquistas, mas depois vieram os resultados. O primeiro mais importante deles o ouro no Pan-americano de 91". O técnico também lembra com satisfação que apesar de todos os contratempos, a seleção consegue manter uma base fixa desde o Mundial da Alemanha/98. "Isto é muito importante, porque facilita o trabalho com o grupo".

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