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2002 sacode a poeira para
um 2003 melhor
Abalos no basquete nacional e internacional foram a marca
da temporada 2002 na modalidade. A tradicional e cíclica
crise interna de patrocínio deu, mais uma vez, a tônica
nas disputas nacionais, enquanto o cenário internacional
passou por uma nova remodelação, com resultados
inesperados em importantes competições.
| Foto Gazeta Press |
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O desempenho brasileiro nas competições internacionais
mais importantes do calendário no ano, os Campeonatos
Mundiais, abriram uma polêmica acirrada sobre a manutenção
do comando nas seleções brasileiras masculina
e feminina. Os meninos voltaram para casa com o oitavo lugar
em Indianápolis, enquanto as meninas tiveram de se
contentar com a sétima colocação na China.
Estes desempenhos já levaram à saída
do técnico Hélio Rubens Garcia do comando do
time masculino, no começo de dezembro. Enquanto a situação
de Antônio Carlos Barbosa permanece em aberto, sem que
o presidente da Confederação Brasileira de Basquete,
Gerasime Grego Bozikis, tenha garantido ou negado sua permanência
no posto em definitivo.
Mas não foi apenas no Brasil que a temporada que termina
provocou abalos. Mais uma vez, a seleção norte-americana
sentiu o peso da pressão externa e sofreu uma das piores
humilhações de sua história. Em Indianápolis
- onde já havia sofrido sua primeira derrota doméstica
em 1987 para o Brasil nos Jogos Pan-americanos -, os norte-americanos
viram sua seleção cair três vezes durante
o Mundial. E, desta vez, o sabor foi ainda mais amargo que
no Pan, porque todos seus jogadores eram veteranos na NBA,
a liga profissional tida como a melhor do mundo no esporte.
Verdade, que o grupo não contou com as verdadeiras
estrelas da liga. Shaquille O'Neal, Kobe Bryant, Tim Duncan,
Jason Kidd, que haviam brilhado na última temporada,
não passaram nem perto do estado de Indiana. No final,
a seleção norte-americana tinha o terceiro ou
quarto escalão da NBA. Mas era da NBA...
A inesperada sexta colocação deixou a Associação
Norte-americana de Basquete (USA Basketball), responsável
pela seleção, de cabelo em pé. Se por
causa do Pan, os Estados Unidos deram um jeito de conseguir
autorização internacional para que seus atletas
profissionais pudessem representar o país nos torneios
da Federação Internacional (Fiba), agora a USA
Basketball trabalha para que o melhor da NBA esteja no grupo.
Esperança é o que não falta. Com o comando
do técnico Larry Brown, do Philaldelphia 76ers, os
norte-americanos prometem arrasar no Pré-olímpico
de 2003. É ver para crer, já que O'Neal deixou
nas entrelinhas que só defenderia a seleção
se o comando estivesse nas mãos de Phil Jackson, seu
técnico no Los Angeles Lakers.
Mas o Campeonato Mundial não cobrou seu preço
apenas aos norte-americanos. Apesar do quinto título
da Iugoslávia, a competição provou que
muita coisa mudou na modalidade desde o torneio de Atenas,
em 1998. Apenas três das seis seleções
que ficaram nas primeiras classificações na
Grécia marcaram presença no topo também
em Indianápolis.
Um dos principais destaques foi, sem dúvida a Argentina,
responsável pela primeira derrota norte-americana no
torneio. O time argentino fez uma campanha perfeita e perdeu
apenas para a Iugoslávia na final. Outras boas surpresas
na competição foram produzidas por Porto Rico
(7º) - que derrotou os iugoslavos e os espanhóis
e a Nova Zelândia (4º), que não era
encarada como potência, mas chegou às semifinais
e deu trabalho aos iugoslavos na hora de definir a vaga para
a decisão.
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